Stranger Things: A Segunda Temporada é Melhor que a Primeira? | OPINIÃO


A segunda Temporada de Stranger Things finalmente chegou no Netflix e muito tristemente terminei em somente dois dias, triste, porque queria mais, mais daqueles personagens, mais daquele ambiente, mais de tudo que envolve essa série incrível, que só conquista mais corações e já conquistou o meu faz tempo.
Partindo de tudo o que ocorreu na primeira temporada, temos Will Byers (Noah Schnapp), que alias entrega uma atuação digna de uma nomeação ao Emmy, ao lado novamente de sua família e amigos, mas ele de alguma forma ainda está conectado ao mundo invertido e em várias situações se encontra de volta aquele mundo. Sua mãe, Joyce Byers (Winona Ryder) preocupada com o estado mental do filho, faz acompanhamentos contínuos dele com o médico Owens (Paul Reiser). 


Nessa nova temporada vamos acompanhar também, a continuação do triângulo amoroso, entre Nancy (Natalia Dyer), Steve (Joe Keery) e Jonathan (Charlie Heaton), desta vez com o peso da morte de Barb (Shannon Purser). O quarteto de amigos, receberá uma nova integrante apelidada de Mad Max (Sadie Sink) que tem um irmão postiço, Billy (Dacre Montgomery), que trata a todos de maneira estupida e agressiva, a garota, alias, entra num triângulo amoroso entre os amigos Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) que é bem divertido. Mike (Finn Wolfhard) é o mais sumido do grupo, sem Eleven (Millie Bobby Brown) do lado deles, ele acaba sendo meio que deixado de lado, sem arco nenhum para o personagem. Já a Eleven tem um arco bem grande e surpreende, pois ficou muito bom, para expandir mais a sua história nas próximas temporadas. Ela é muito conectada ao xerife Jim Hopper (David Harbour), muito bem também nessa temporada, principalmente na figura paternal que ele exerce. 


Toda parte anos 80 dessa temporada da série é de encher os olhos, desde Caça fantasmas à até mesmo, mostrar um centro de uma cidade que não seja Hawkins, todo trabalhado a essa época, com figurinos, carros, etc. A trilha sonora, é certeira como na primeira temporada, ambientando nós em todas as situações. Como já citei, as atuações estão muito boas, com destaque a Noah Schnapp que teve a oportunidade de ter mais tempo em tela e mostrar seu potencial, sendo praticamente a peça fundamental para essa temporada. Dacre Montgomery me surpreendeu muito fazendo o Billy, por ser algo extremamente diferente do que já vimos dele, como, por exemplo, o Ranger Vermelho dos Power Rangers deste ano. Outra coisa que me surpreendeu para o bem, foi um arco, quase que, individual do Dustin, para dar aquele alívio cômico para série e, ele consegue ir muito bem, não podendo esquecer da dupla improvável dele com Steve. 

Ter a Nancy sofrendo e se culpando pela morte da Barb, foi algo muito importante e preciso para se tocar nessa temporada, algo que pouco foi explorado na primeira, fazendo com que, muitas pessoas reclamassem, porque afinal, era sua melhor amiga e ter ela não querendo seguir em frente e vingar a morte da Barb, foi algo muito importante no crescimento e construção da personagem.


Mas, obviamente o ponto mais positivo dessa nova temporada de Stranger Things, sem sombra de duvida, foi a expansão e crescimento do mistério, do assustador e de seus arcos, por exemplo o da Eleven. A temporada repete os mesmos acertos que teve com a primeira, e melhora outros aspectos, tornando-a assim, melhor até que a primeira. É um alivio, não ter se decepcionado com essa segunda temporada e ao contrario, se surpreender com aquilo que ela mostrou e não estávamos esperando, o que só faz a ansiedade pela próxima temporada dobrar, mas aí vem a tristeza que eu falei no começo, porque vamos ter que esperar. E a espera é mais longa quando amamos mais.

Nota: 9,5 :)

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