Pensando no retrospecto do Thor, ele nunca foi aquele herói super amado, seus dois primeiros filmes foram bem mais ou menos, e com isso, a Marvel aceitou "arriscar" mais no terceiro e chamou o diretor Taika Waititi conhecido pelo bom humor nos seus filmes, onde ele trouxe um Thor muito mais humorado (bem no fim do mundo), Hulk falando, cenas despirocadas, que poderia sim funcionar, afinal, Guardiões da Galáxia fez isso e deu muito certo, porque no Thor não daria? Mas, infelizmente na onde Thor Ragnarok mais bate na tecla que é o humor, a galhofa, para mim é aonde mais pecou quando assisti, porque a única coisa que não escutei na sessão em que estava foram gargalhadas, e para um filme de "comédia", isso é um pecado e grande.
O filme tem seus aspectos muito positivos, como as cenas de ações incríveis, como as do Thor lutando, tanto no começo do filme, meio e fim, que me fizeram pensar que nunca antes tinha visto o Thor lutar tanto assim, com e sem martelo. As famosas "cores", estão muito boas de se assistir todo seu visual roupas, acessórios e tudo o que foi pensado tanto em Asgard como em Sakaar está lindo, o que é um grande ponto para você assistir esse filme nos cinemas.
A direção de Taika Waititi não é incrível, ele gosta muito de se aproximar dos rostos dos personagens, para facilitar a comédia, mas ele explora bem seus personagens principais, onde todos tem bastante espaço em tela. A trilha sonora passa bem desapercebida, obviamente tirando a música "Immigrant Song" do Led Zeppelin, que foi utilizada em cenas incríveis e nas quais fizeram ser muito mais empolgantes, e, isso fará com que tenha grandes chances de você sair do filme, com essa música na cabeça. A Valquíria interpretada pela Tessa Thompson foi uma grande surpresa, ela está incrível e toda sua história constrói a personagem muito bem. Outro que se destaca é o Hulk, tanto como o monstrengo, como o próprio Dr. Banner, onde as cenas mais legais do filme envolve os dois.
Jeff Goldblum interpretando o Grão-mestre é daqueles tipos que você queria ver mais e não pode o que acontecesse também com Hela, interpretada de forma exímia pela Cate Blanchett, suas cenas de lutas são lindas, onde, nos faz torcer para que ela possa estar em Guerra Infinita, ao lado de Thanos.
Tanto Chris Hemsworth como Thor "burrão" e Tom Hiddleston fazendo o pior filme para o Loki, me decepcionaram, as piadas em volta deles, a relação entre os dois, onde o Ragnarok, o fim de Asgard é praticamente da culpa do Loki, e o Thor não liga ou nem chega nessa conclusão, em nenhum momento ele fica furioso com o outro, é somente aquela mesma piada de irmãos adotivos, tudo isso para tirar o peso do filme, e para, cada vez mais o Loki entrando para o lado do bem, mas sem poder confiar muito nele.
A comédia que marca esse terceiro filme do Thor, é o que mais me incomoda e, não é porque, eu odeie a Marvel, cores, piadas, mas sim por elas não funcionarem muito bem, é muito piada de primeira série, no máximo eu dei umas risadas fracas, daquele tipo "que coisa mais tonta". Não é um humor como, de Homem Aranha: De volta ao lar ou Guardiões da Galáxia que o filme inteiro eram gargalhadas, é um diferente que não agrada, o que faz me deixar mais decepcionada, porque eu queria muito amar esse filme.
Portanto, Thor: Ragnarok não é um filme ruim, mas tinha um potencial para ser melhor. Se no começo do ano, era cogitado dele ser o melhor filme de super herói do ano, até agora é o pior de todos. Mas, pelo menos, ganhou o selo de melhor filme da trilogia Thor que é a mais fraca comparada as do Homem de Ferro e Capitão América. Agora, só nos falta esperar Liga da Justiça para encerrar o ano bem ou mal.
Nota: 6,5




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